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Gestoras independentes e butiques entram no segmento de previdência

A previdência privada estabeleceu reputação de sonolenta, mesmo inserida em uma das indústrias mais passivas do mundo, a dos fundos de investimento brasileiros. Os poupadores, aliás, nunca se importaram muito com isso, já que a constância dos juros altos na renda fixa garantia rentabilidade mesmo no fundo com a taxa mais salgada do banco. Até agora. Em momento de maior conscientização para a aposentadoria, por causa da crise do INSS, investidores estão procurando em gestoras independentes e butiques financeiras estratégias mais arrojadas no segmento, antes ignorado por essas casas.

Um exemplo é a estreia da Verde Asset nessa seara. Reputada por sua gestão ativa de fundos, a empresa de Luis Stuhlberger passou a administrar em dezembro passado um fundo de previdência da Icatu Seguros. A estratégia é multimercados: além dos 60% em títulos indexados à inflação, o fundo tem 15% no índice americano S&P 500, e o restante, sobretudo, em ações de bancos e de energia da Bolsa brasileira.

— O segmento é muito concentrado na renda fixa, fruto dos juros altos e da concentração nos bancos. O que trazemos para a previdência é a gestão ativa que sempre tivemos para termos um portfólio diversificado — explica o gestor Luiz Parreiras.

Até julho, o fundo rendeu no ano 9,45%, contra 7,9% do CDI. Ele já atingiu R$ 350 milhões sob gestão, superando a meta de R$ 300 milhões para o ano. Agora, o objetivo é bater R$ 600 milhões em dezembro.

Felipe Bottino, da Icatu, atribui parte da atratividade do fundo ao fato de o investimento mínimo ser de mil reais por mês. A maior parte dos fundos da Verde são voltados para investidores qualificados, com patrimônio de mais de R$ 1 milhão, ou fechados.

— O investidor sempre fica perdido na hora de escolher estratégias arrojadas. Então fomos buscar gestores especializados nisso. Hoje, metade do patrimônio dos nossos fundos é gerida por terceiros — diz Parreiras.

A Brasil Plural, que não geria nada de previdência em 2013, agora tem R$ 270 milhões. A gestora do Grupo XP seguiu o mesmo exemplo e já administra R$ 156,6 milhões, segundo a Anbima. Ela tem dois fundos hoje, sendo um multimercado. Essa estratégia, aliás, cresceu 30% no ano, contra 8% da renda fixa (que continua sendo, porém, disparada, a maior).

— Sempre tentamos identificar onde podemos atuar melhor que os bancos, oferecendo retornos melhores. Na previdência, nossa captação vem hoje praticamente via portabilidade de correntistas de bancos — diz Fausto Filho, da XP.

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