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INSS: mulheres que acumulam benefícios são alvos do governo

As mulheres que acumulam pensão estão na mira do governo federal, que estuda, na reforma da Previdência Social, proibir o acúmulo de benefícios pagos pelo Instituto Nacional do Seguro Social (INSS), como a pensão por morte e a aposentadoria. Isso porque, entre 1988 e 2014, segundo dados mais atualizados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), o número de mulheres que acumulam os dois benefícios passou de 6,8% para 31%.

Este percentual considerado alto, alertam especialistas, impacta o caixa do INSS, o que contribui para o aumento do déficit previdenciário, problema que o governo tenta combater com as mudanças nas regras de acesso a benefícios previdenciários. Para 2016, a projeção do governo é de um resultado negativo de R$ 133 bilhões nas contas da Previdência, ou 2,14% do Produto Interno Bruto (PIB).

Segundo uma fonte ligada ao grupo que trata da reforma, o governo tentará ao máximo, restringir o acúmulo de benefícios, no caso das mulheres, porque elas já representam 86% do total de pagamentos de pensão pelo INSS.

— A reforma será severa com pessoas que acumulam benefícios. O governo percebeu que não é sustentável pagar mais de um benefício, em especial para mulheres, que, segundo dados, tem expectativa de vida maior do que a dos homens. Ou seja, elas recebem dois benefícios por muito tempo. Isso é insustentável — diz a fonte.

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